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As boates mais badaladas da cidade.

Feat. Club

Casa noturna muda de nome, de conceito e compromete-se a não tocar sertanejo

Feat Club será no mesmo endereço da On Eleven. (Foto: Fernando Antunes)Feat Club será no mesmo endereço da On Eleven.

Uma das respostas mais diretas durante a entrevista com a empresária Bruna Faria é: “Não vamos tocar sertanejo, nem pagode”. É a velha revanche de quem vive em uma cidade quase monotemática no quesito som.

Ela e outros dois sócios assumiram a estrutura da On Eleven, que fechou as portas na Rua Calógeras, e até o fim deste mês pretendem reabrir como “Feat Club”, uma parceria pela vida noturna mais eclética em Campo Grande. “Nós respeitamos os outros estilos, mas já tem muito sertanejo e pagode na cidade”, explica Bruna

Como até a Move, antes reduto dos DJs, resolveu tocar sertanejo, a casa será uma das poucas baladas para quem gosta mesmo é de música eletrônica, pop e rock alternativo. “Vamos diversificar dentro desses estilos”, diz.

Pouco será alterado na estrutura da On Eleven, que funcionou por menos de um ano e, ultimamente, entrou na onda das noites de samba e violada. O prédio, na Esplanada Ferroviária, é patrimônio histórico, o que para Bruna tem a vantagem do charme.

Os sócios do Feat Club.Os sócios do Feat Club.

Sabadalo Feat Proibida – Bruna ficou conhecida pela festa Sabadalo. O DJ Guga Scope criou a “Proibida”. Rodrigo Lochetti também entrou na sociedade e os 3 trabalham para criar um ponto de encontro que movimente a vida cultural de Campo Grande.

Da experiência com as festas, os amigos pretendem trazer o público, o ambiente e o repertório. “O bacana é que a gente sabe o que as pessoas querem ouvir. Também vamos trazer a organização e a qualidade dos serviços”, garante Bruna. Entre as vontades está, inclusive, realizar uma festa “Sabadalo Feat Proibida”, para selar a parceria.

Como falta definir, por exemplo, o valor da entrada, a data de reabertura ainda não foi definida.

O “Feat Club” funcionará na Rua Calógeras, número 3302.

Casa noturna muda de nome, de conceito e compromete-se a não tocar sertanejo

Angels Casa Noturna

O letreiro não identifica o que acontece no lugar. Quem passa à noite pela Avenida Mato Grosso, esquina com a Rio Grande do Sul, vê meninas de roupa curta abordando motoristas que param para entender o que rola lá dentro. Há poucos dias, o prédio que já foi até sede de partido político virou “Angel’s”, uma casa de shows eróticos, com muita menina bonita e shows de strip tease todos os dias da semana.

Exibir as garotas é a única proposta da casa, garantem dois dos sócios. Monalisa Martins, de 21 anos, e Adriano Guerra, de 32, dizem que já tiveram uma boate em São Paulo e por aqui resolveram ousar. Inauguraram a casa em endereço VIP, em uma das principais avenidas da cidade, em bairro nobre, com a justificativa de que não há nada para esconder.

“Em outras cidades, são nas avenidas mais movimentadas. Por que o que é bom tem que ficar escondido e em ruas estranhas, como são essas outras casas de Campo Grande? Se é bom, tem que ficar em lugar bom também”, justifica Monalisa.

O nome foi inspirado na protagonista da telenovela Verdades Secretas, da Globo. “Ela (Angel) tinha um ar muito misterioso e é isso que a gente queria transparecer ali na frente. Quando as pessoas passam, tem essa ideia de mistério”, explica.

Ambientes não têm luxo. (Foto: Fernando Antunes)Ambientes não têm luxo.

Segundo eles, o investimento foi alto, em um lugar que é amplo e bem arrumado.

Mas não há nada luxuoso. Com uma iluminação escura, a identidade de quem frequenta é um pouco preservada. Fica difícil reparar bem nos clientes que entram e saem. Na parte externa, há mesa de sinuca e cadeiras. Dentro, só tivemos acesso a sala que virou bar e ao palco para os shows no pole dance, com alguns sofás espalhados.

Discrição é algo meio complicado, porque não há estacionamento no local, os carros ficam à vista.

Quem chega é recebido pelas meninas. Cerca de 10 mulheres entre 19 e 25 anos ficam andando pelo local e conversando com os clientes. O show de strip tease é realizado a cada uma hora em dias mais cheios. Em dias de pouco movimento, são duas a três performances por noite.

A pessoa também pode pedir uma dança particular de 5 minutos, que custa em média R$ 100,00, dinheiro que vai todo para a dançarina, jura o proprietário.

Não há um perfil exato dos clientes. Por enquanto, homens e mulheres chegam para conhecer e desvendar o que o espaço propõe. E o negócio anda de vento em popa, garante Adriano. “Alguns clientes chegam a gastar R$ 4 mil em uma noite”, conta, sem detalhar com o que se gasta tanto.

Pelo jeito, está difícil escapar do rótulo de zona. Monalisa repete que os shows são a única atração da casa, e diz estar irritada com o falatório de quem pensa em serviços mais abrangentes. “As pessoas nem sabem o que está acontecendo e saem falando que aqui é puteiro. Mas a nossa proposta é outra. É um show normal, porque tem gente que gosta”, diz ela.

A empresária descarta qualquer relação das mulheres com os clientes. “Não são garotas de programa, são dançarinas. Se isso acontece fora daqui, a gente não sabe”, garante.

Do lado de fora tem mesa sinuca e cadeiras. (Foto: Fernando Antunes)Do lado de fora tem mesa sinuca e cadeiras.

A propaganda que leva a maioria à outra interpretação sobre a casa começa no Facebook da Angels. As meninas, de corpo perfeito, chamam os homens para “novas descobertas”.

Ao contrário do que o dono garantiu, as dançarinas já foram recebendo nosso repórter com proposta para horas de sexo. Perguntaram o nome, elogiaram o jornalista moreno, de 1,95 metro, e de cara o convidaram para conhecer os quartos, “sem compromisso”.

As meninas apresentam dois ambientes sem muito luxo, apenas com uma iluminação mais intimista e um colchão no chão. Ao perguntar valores, o repórter descobriu que o programa varia de R$ 150,00 a R$ 300,00, dependendo da beleza da contratada. Uma delas ofereceu “serviço completo” por R$ 200,00, mas com acréscimo de R$ 50,00 pelo quarto.

Enquanto isso, um dos proprietários chegou a orientar as garotas a não sentarem no colo dos clientes enquanto nossa equipe estivesse presente.

Bem, como o repórter não topou o programa, a próxima tentativa das garotas foi lucrar com as bebidas, nenhuma barata, claro. Pediram drinques, também sem sucesso, porque uma cerveja long neck, por exemplo, custa R$ 20,00.

Ao repórter que não se identificou, uma delas se apresentou como July, de 19 anos, e revelou que as meninas são de Campo Grande. Contou que todos os dias um carro da boate busca cada uma em casa e deixou claro que é experiente nos serviços “a mais”. “Em vista de outras casas do tipo, aqui é muito bom, não é um lugar feio”, comentou a jovem.